" A Cidade Assassinada , Primeiro Texto De Dramaturgia De Antonio Callado, Nasceu Como Homenagem Aos 400 Anos De Cidade De São Paulo E Hoje É Um Clássico Da Literatura Brasileira. Escrita E Encenada Na Década De 1950, A Cidade Assassinada Transporta O Público Para O Brasil De 1500 Em Três Atos, Junto De Personagens Históricos E Lendários, Como João Ramalho E Padre José De Anchieta. Com Um Texto Riquíssimo, Recheado De Camadas Históricas E De Intertextualidades, Callado Apresenta Em A Cidade Assassinada , Suas Preocupações Políticas – Que Aparecerão Em Obras Posteriores, Como No Seu Romance Quarup –, Como A Condição Indígena, A Colonização Religiosa, A Formação Do Povo Brasileiro E A Imposição De Uma Lógica De Progresso, Que Vinha A Todo Vapor No Brasil De Juscelino Kubitschek. Na Peça, A Cidade De Santo André Da Borda Do Campo Está Ameaçada Pelos Desejos Do Governo-geral Em Transferir O Pelourinho (símbolo Da Presença Civilizatória) Para A Vila De São Paulo. Junto A Isso, Um Conflito De Interesses Relação Ao Trato Dos Indígenas Da Região Se Desenha Entre A Violência Física Dos Primeiros Bandeirantes E A Violência Simbólica Dos Jesuítas. A Guerra Entre Os Homens Se Aproxima, Mas Não Sem Antes Considerar A Ação Decisiva De Rosa Bernarda, Mulher E Mameluca – Personagem Feminina Forte, Como É Marca No Teatro De Callado. Ao Mesclar Memória Histórica E Ficção, Textos Clássicos Como Auto De Anchieta, Iracema E Cantares De Salomão, O Autor, Imortal Da Academia Brasileira De Letras, É Capaz De Fazer Emergir A Própria Identidade Brasileira. Na Peça São Apresentados Conflitos Políticos, Que Mesmo Representados Nos Interesses Entre Colônia E Metrópole São Até Hoje Perceptíveis, E Conflitos Amorosos, Incluindo A Batalha Ética Entre Amor E Dever. São Discutidas Também A Própria Condição E Missão Da Arte E A Busca Pela Liberdade — Temas Particulares E Gerais, Que São Capazes De Transpor A Cidade Assassinada Para O Rol Das Grandes Obras De Alcance Universal. "