Neste Livro Clássico Dos Estudos Culturais, Stephen Kern Parte De Uma Hipótese Aparentemente Simples: As Transformações Tecnológicas Ocorridas Entre 1880 E 1918 Estabeleceram Novas Formas De Compreender E Vivenciar O Tempo E O Espaço, Desencadeando Profundas Mudanças Sociais. Para Comprovar A Hipótese, O Historiador Localiza Com Precisão O Nexo Entre O Surgimento De Tecnologias Específicas E A Ruptura De Formas Convencionais Nas Artes E No Pensamento Ocidentais. Kern Não Se Limita A Descrever E Relacionar Os Impactos De Inovações Como O Telefone, A Eletricidade, O Navio A Vapor, A Bicicleta, O Avião, O Raio X, O Cinema, Os Arranha-céus, A Hora-padrão. Sua Singularidade Interpretativa Consiste Em Mostrar A Maneira Pela Qual Tais Invenções Se Fizeram Presentes Na Poesia Simultânea, No Romance De Fluxo De Consciência, Na Psicanálise, Nas Filosofias Da Vida, No Cubismo E Na Teoria Da Relatividade. Ao Justapor Fenômenos Culturais E Científicos, Kern Demonstra Então Como As Mudanças Na Percepção Coletiva De Categorias De Tempo E Espaço Possibilitaram A Subversão De Valores Tradicionais. Tal Renovação Tanto Explicaria O Declínio Acentuado Das Sociedades Aristocráticas No Final Do Século 19, Como Permitiria Interpretar As Relações Entre A Reorganização Institucional Da Ciência, O Desenvolvimento Das Linhas De Montagem, As Novas Configurações Urbanas E A Guerra De Trincheira Que Viria A Seguir. Publicado Originalmente Em 1983 Pela Harvard University Press, A Cultura Do Tempo E Espaço: 1880-1918 É Considerada Uma Obra Fundamental Da História Das Ideias E Dos Estudos Interdisciplinares. Voltada A Um Público Amplo, Oferece Um Modelo Rigoroso Para A Análise Das Relações Entre Arte E Tecnologia Que, Quarenta Anos Após Sua Publicação Original, Permanece Cativante E Surpreendente.