Claudia Roquette-pinto Vem Desenhando, Desde Os Anos 1980, Um Dos Percursos Mais Admiráveis Da Poesia Brasileira. Ao Lançar O Recente Alma Corsária (editora 34, 2022), Finalista Dos Prêmios Jabuti E Oceanos, A Poeta Saciou Os Leitores Que Acompanhavam Sua Obra E Aguardavam Ansiosamente (por Quase Duas Décadas) Os Seus Próximos Passos, Mas Também Despertou A Curiosidade De Uma Nova Geração De Interessados Pelos Volumes De Poesia Já Raríssimos Que Ela Publicou Anteriormente. É Esse Conjunto Com Os Cinco Primeiros Livros Da Autora E Uma Seleta De Poemas Inéditos, Escritos No Início De Sua Produção Poética Que O Círculo De Poemas Tem A Alegria De Apresentar Em A Extração Dos Dias: Poesia 1984-2005. O Volume Reúne Os Títulos Os Dias Gagos (1991), Saxífraga (1993), Zona De Sombra (1997), Corola (2000), Vencedor Do Prêmio Jabuti, E Margem De Manobra (2005), Em Edição Revista Pela Autora E Organizada Por Gustavo Silveira Ribeiro, Professor De Literatura Da Ufmg, Que Também Assina O Posfácio. Esses Livros Nos Colocam Diante De Uma Poeta Que Absorveu O Que Há De Mais Intenso E Sofisticado Na Poesia Brasileira Do Século Xx, Em Suas Diversas Gerações (destacando Os Nomes De Bandeira, Drummond, Adélia Prado E Ana Cristina Cesar), E Soube Tecer A Si Própria No Diálogo Com As Artes Plásticas, Com Um Olhar Plástico Para O Mundo Ao Redor, Capaz De Desvendar Os Segredos Da Vida, Do Amor, Do Tempo E Da Morte Nas Muitas Flores (no Bulbo Das Suas Vogais ) Espalhadas Por Essas Páginas. Nos Poemas Inéditos Incluídos Ao Fim Do Volume, O Olhar Da Poeta Recorta A Paisagem Para Caber Em Quadros E, A Partir Do Detalhe, Explodir Na Cabeça De Quem Vê/lê. Estamos Entre Flores, Mas A Linguagem É Atravessada Por Uma Violência Que Se Insinua Em Tudo, Que (nos) Transforma E Talha. Atenta Aos Insetos, Mas Também Às Raízes E Ao Que Morre/ Por Dentro Daquilo Que Brota , A Poesia De Roquette-pinto É Assim: Sempre À Flor Da Pele E Vice-versa.