A Fé Que Perdi Nos Cães É Um Livro De Pequenos Contos E Crônicas, Às Vezes Micro, Permeados De Aforismos, Alegorias, Parábolas E Alguns “insultos”, Às Vezes À Guisa De Divisões Caretas, Às Vezes Como Surpreendentes Iluminações E, Na Maioria Delas, Como Bons Álibis Para Morder O Próprio Rabo E Seguir Atordoado Rumo Ao “final Da Picada”. Sustentados Por Uma Linguagem Ácida, Irreverente E Muitas Vezes Realista, Estes Textos São Como Crônicas Da Vida Real E Literária De M.m. – E Não Teriam Porque Ser Diferentes Para Este Autor Que Jamais Se Escondeu Atrás Das Máscaras Risonhas Dos Contratos Sociais E Das Militâncias De Ocasião.
com Textos Inéditos, Escritos Nos Mais Diferentes Tempos Da Carreira Do Autor, Todos Se Mantêm Atuais Neste Tempo E No Futuro. Porque Muito Mais Do Que Aquecer Ou Refrescar Textos Guardados, Raspar O Fundo Do Tacho Com Vontade E Misturá-los Aos Mais Recentes – Obrigado Pelo Proac, Que Sabe-se Lá Porque Contemplou Este Projeto – O Autor Entendeu Que Ir Em Busca Do Tempo Perdido É A Mesma Coisa Que Tentar Recuperar A Fé Nos Cães, Ou, Quem Sabe, Chegar Ao “final Da Picada”, Anunciado Desde A Primeira Página Deste Livro. Não Sabemos Se Os Cães Ainda Depositam Fé Nos Homens, Mas Fica Claro Que Mirisola Novamente Conseguiu Ir Além: De Si Mesmo, E Do Tão Desejado “final Da Picada” Que Parece Não Ter Fim.