Nomeado Melhor Livro Do Ano, Em 2023, Pela Time, Vulture, The Guardian, Bbc, The Week E Publisher S Weekly. Agosto Azul Revela Os Modos Pelos Quais Buscamos Nos Livrar De Uma História Antiga, Nos Encontrar Em Outras Pessoas E Nos Reinventar. No Auge Da Sua Carreira, A Virtuosa Do Piano Elsa M. Anderson Abandona O Palco Em Viena, Durante Uma Apresentação. Agora, Ela Está Num Mercado De Pulgas Em Atenas, À Deriva, Com A Autoimagem Em Ruínas, Observando Uma Mulher Desconhecida, Mas Estranhamente Familiar, Comprar O Último Par De Cavalos Mecânicos Que Dançam Quando Suas Caudas São Puxadas Para Cima. As Duas Usam O Mesmo Casaco, Um Sobretudo Verde Com Cinto Bem Apertado E, Em Pouco Tempo, Elsa É Compelida Pela Sensação De Que Está Olhando Para Si Mesma, Ela Era Eu E Eu Era Ela. Uma Questão Central Emerge Do Encontro: Quem É Real E Quem Não É? Com Uma Narrativa De Qualidade Musical Apropriada Avançando Em Surtos, Repetindo Refrões, Explorando Silêncios Deborah Levy Navega Por Temas Já Muito Consistentes Em Sua Obra: Identidade, Feminilidade, A Dinâmica De Poder Contemporânea Em Processo De Transformação. E Coloca O Duplo A Serviço Do Seu Desejo De Fazer Travessuras E Brincar Com Símbolos E Conexões. Em Agosto Azul, Nenhum Ouriço-do-mar Representa Apenas A Si Mesmo. Têm Seus Duplos Também Os Pianos, Os Biscoitos De Amêndoa, Os Cavalos Mecânicos. Tudo São Pistas Para Um Outro Evento, E Isso Nos Impele A Acompanhar A História Com Atenção, E Voltar A Ela Outras Vezes Para, No Fim, Talvez, Sermos Capazes De Responder: Qual De Nós É O Instrumento, O Piano Ou O Pianista?