Na Obra Antônia E Os Cabelos Que Carregavam Os Segredos Do Universo, Uma Criança Negra Chamada Antônia, De Origem Afrodescendente, Que Nasceu E Mora Na Região Nordestina Do Brasil Vive A Perguntar Sobre O Mundo Que A Cerca. Ela Tem Em Seu Corpo E Em Sua Mente Todas As Marcas E As Memórias Dos Seus Ancestrais Negros Africanos, Além Do Marcador Linguístico, Impresso Por Meio Do Sotaque Do Povo Nordestino, Indicando Outros Falares Das Populações Brasileiras. A Pequena Antônia É Uma Garota Com Cabelos Crespos Que Quer Usá-los Soltos, Em Formato Black, Como Um Indicador De Sua Realeza, Para Expressar A Aprendizagem Que Recebeu Dos Mais Velhos Para Valorizar E Amar Seus Traços Africanos, Seus Lábios Bem Carnudos, Sua Pele De Ébano Brilhante, Seu Gingado E Tantas Outras Expressões De Sua Identidade E Do Seu Povo. Na Beleza De Seus Cabelos, Juntamente Ao Seu Ori, Cabeça Em Yorubá, Ela Formula Seus Pensamentos, Suas Ideias, Suas Hipóteses E Suas Indagações Sobre O Universo. [...] Ela Revela O Quanto A Imensidão Do Cosmos A Inspira, Por Isso Ela Baila Com Ele No Compasso De Quem Se Lembra De Que É Poeira Das Estrelas E Herdeira Da Ancestralidade Negra Africana. Esse Querer Saber De Antônia É A Busca Do Significado De Sua Origem. [...] Em Antônia E Em Seus Cabelos Crespos Está Projetada Toda A Esperança De Acesso Ao Conhecimento E A Possibilidade De Sucesso A Caminho Da Utopia Negra Imaginada Pelos Seus Ancestrais. Gleice Cleia Alves Pinto Pedagoga E Educadora De Crianças