(...) Não Importa Se Com Cinco, Dez Ou Quinze Sílabas, O Verso Sobe A Escada Do Soneto, Mas É Preciso Que Acenda As Luzes Das Rimas Quem Sobe Ao Infinito. Gostei Que Um Publicitário, Jovem E Moderno, Buscasse O Lápis Bem Comportado. Jayme É Um Cavalheiro De Muitas Elegâncias, Jornalista, Editor E Companheiro. Professa, Contudo, Uma Sintaxe Sem Concessões Banais. Chuta Em Gol Com Bolas De Pelica. Sabe Que Só A Leveza Do Espírito Permite A Pedagogia Do Soneto, Porque O Soneto É O Único Formato Poético Sem Arestas. O Resto, Como Dizia Simone Weil Da Ilíada, É A Poesia Da Violência. Já O Soneto É A Violência Da Ternura. A Maioria Dos Sonetos Da Literatura Universal É Principalmente O Soneto De Amor. Ao Escrever Cem Sonetos, Jayme Percorre Outros Sentimentos, De Cem Matizes. (...) O Amplo, Em Jayme Serva, É Percorrer-se Do Amor À Política. Impossível, Depois Do Iluminismo, Petrificar-se No Túmulo De Petrarca. Nos Belos Sonetos Dos Cem Sonetos, O Jayme Consegue Um Rigor Formal Difícil De Se Exercer Após A Desordem Formal Consagrada Pelo Modernismo. Jayme Insiste Na Simetria, No Decassílabo E Em Rimas Escaladas Por Um Treinador Ortodoxo. Um Belo Livro Que Nos Ensina A Reescrever, Da Mesma Forma Que, Paradoxalmente, Os Concretistas Nos Ensinaram A Escrever De Novo. - Jorge Da Cunha Lima