Fragmentos, Textos Brevíssimos De Timbre Poético No Limar De Desaparecer. Neste Livro, De Tom Melancólico E Final, Agamben Refaz A Própria Vida Entrelaçando-a Aos Ensinamentos Aprendidos Dos Amigos, Livros, Lugares E Escritores. O Passo É Leve, A Atmosfera Frágil, A Luz Tem O Lampejo Da Iluminação. Como Um Tomar De Notas Para Um Testamento Impossível, Como Escrever O Próprio Nome Depois De O Ter Esquecido: «coisas Que Vi, Ouvi, Aprendi… » Parece A Tentativa De Recordar Esse Nome, Soletrá-lo Em Voz Baixa, Como Se Faz Quando Se Aprende Uma Língua. Por Isso, As Palavras De Agamben Ressoam Últimas, Ou Penúltimas, Assim Como É A Verdade, Em Busca Da Inocência Da Infância, Do Primeiro Escrito Que Tinha Em Si Tudo O Que O Adulto Procurou Em Vão Explicar, Agamben Toma Notas Daquilo Que Resta Dos Mestres, E Deles Absorve A Sabedoria Manifestando-a) Como Um Odor: Amargo, Meditativo, Com Frequência Sereno, Livre. Nenhum Outro Livro De Agamben Se Parece Com Este, Nenhum Tem O Tom Alto E Cristalino De Quem Lutou Até A Última Gota De Sangue Com A Linguagem, E Voltou Para Testemunhar.