Como O Poder De Punir, De Gerar Sofrimento Ou Destruir Outras Pessoas Produz O Genocídio Gota A Gota Que Coloca Em Risco A Humanidade? Por Que Os Saberes Oficiais Levaram À Naturalização Dos Processos De Sub-humanização? Os Detentores Do Poder Econômico Identificam-se Com A Macrocriminalidade Organizada? É Possível Resistir À Agenda Suicida Inerente À Financeirização? Há Espaço Para Um Novo Paradigma Adequado À Maioria Excluída? Em Colonização Punitiva E Totalitarismo Financeiro: A Criminologia Do Ser-aqui, O Jurista Eugenio Raúl Zaffaroni Apresenta Uma Análise Profunda E Crítica Das Formas Contemporâneas De Controle Social E Econômico E Convida A Refletir Sobre Como As Estruturas De Poder E A Economia Global Influenciam A Criminalização De Indivíduos E Grupos Sociais. Para Zaffaroni, O Sistema Penal É Utilizado Como Ferramenta De Dominação, Perpetuando Desigualdades. O Autor Argumenta Que As Políticas Punitivas Não São Apenas Reflexos De Demandas Por Segurança, Mas Instrumentos De Manutenção De Uma Ordem Social Excludente. Assim, Discute Como O Sistema Financeiro Global Exerce Controle Totalizante Sobre As Sociedades, Impondo A Lógica De Mercado, E Demonstra Como As Políticas Econômicas Neoliberais, A Especulação E A Dívida Contribuem Para A Precarização Da Vida E Para A Criminalização Da Pobreza. Neste Livro, Fenômenos Como O Colonialismo Tardio, As Ilegalidades Das Agências Estatais, A Demonização De Lideranças Populares E A Arrogância Intelectual Do Norte São Analisados Para Produzir Um Saber Nosso (a Criminologia Do Ser-aqui), A Partir Dos Nossos Problemas, Um Saber Capaz De Projetar-se Em Sentido Emancipatório.