Luciana Hartmann É Uma Mulher Da Palavra, Em Suas Múltiplas Acepções. Ela Conta, Escuta, Escreve, Tece Afetos E Saberes, Alinhava Contextos E Sujeitos, Urde Uma Trama Complexa Entre Estudantes De Graduação E Pós-graduação, Acadêmicos De Diversos Campos Do Conhecimento, Professoras Da Educação Básica E Crianças: Muitas Crianças! Crianças Atravessadas Por Diferentes Conjunturas E Que Têm Histórias E Narrativas Próprias, Escutadas Atentamente Pelos Olhos Verdes E Curiosos De Luciana, Que As Compartilha Conosco De Modo Generoso. Adultos Que Somos, Desaprendemos A Aprender Como As Crianças: Pela Observação E Pela Escuta Atentas Do Outro. Luciana, Ao Longo De Seu Trabalho Amoroso E Engajado Com As Infâncias, Nutre Os Adultos. Luciana É Uma Professora-contadora, Mais Do Que Uma Antropóloga-pesquisadora: Sua Função Excede Em Muito Aquela À Qual Se Propõe A Academia, Porque Constrói, Por Meio De Seu Trabalho Criterioso E Minimalista Nas Pequenas Antropologias , Relações Estéticas Que Hibridizam Arte, Antropologia E Educação. Suas Investigações São Fortemente Imbricadas Com Suas Funções Docentes E Aí Percebemos Um Ciclo Profícuo E Orgânico Entre Ensino, Pesquisa E Extensão Que Poucos Docentes Universitários Conseguem Efetivar. O Trabalho De Luciana Traz As Vozes, As Imagens E Os Mundos Simbólicos Das Crianças Para Lembrar A Nós, Adultos, Da Humanidade Singela De Olhos Que Escutam. E Essa Me Parece Uma Necessidade Premente Nos Dias Que Vivemos: Escutar Palavras Com Os Olhos.