A História De Amaro E Amélia Chega A Ser Subversiva Para A Época, Apesar De Não Ter Sido Deliberadamente Criada Nesse Tom. Aos Moldes De Um Romance Puramente Fictício, A Obra Foi Pautada Em Fatos, Pesquisada, Analisada E Colocada Em Evidência Por Eça De Queirós, Esse Que, Conscientemente, Construiu Um Documento Decisivo Para A Fomentação Da Escola Literária Realista. Escritor De Uma Autoexigência Quase Impiedosa, Eça Foi Um Irreverente Humorista, Qualidade Que Em 'o Crime Do Padre Amaro' (1875) Aparece Aliada A Um Realismo Severo, Feroz E Espirituoso, Que Satiriza A Corrupção Do Clero E Reconstitui Seus Costumes Com Extrema Vivacidade.