O Primeiro Enfoque É O Filosófico, E Apresenta Edith Stein Se Encontrando Com A Filosofia Fenomenológica De Edmund Husserl (1859-1938), Que Utiliza Introdução 17 Como Principal Método Científico A Observação Das Manifestações Humanas, Dentre Elas O Sentimento Religioso Com Suas Doutrinas E Rituais. A Intuição De Stein Acerca Da Apreensão Da Experiência Intersubjetiva, Trabalhada Em Sua Tese Doutoral Sobre O Problema Da Empatia (einfühlung), Apresenta Esse Fenômeno Como Constitutivo Da Subjetividade Humana. Stein, Por Meio Do Método Fenomenológico, Demonstra Que A Vivência Da Experiência Do Outro, Apreendida Pelo Processo Empático, Permite Perceber, Imediatamente, A Presença Do Outro, Reconhecendo-o Através Da Intuição, Como Um Outro-eu. A Filha De Israel , Ao Escrever A Sua Tese, Quis Afirmar A Importância Da Concepção Realista Da Pessoa, Argumentando Que O Eu Nunca Se Apresenta Na Forma Abstrata, Mas Como Um Ato De Presença Em Qualquer Lugar Onde Se Encontra. Isso Permite Entender Que No Fenômeno Religioso Se Dá O Encontro Que Edith Stein Define Como De Pessoa A Pessoa , Com O Intuito De Delinear A Forma E O Caráter Desse Encontro Pessoal, Isto É, O Ser Humano Que Vive De Modo Autêntico O Encontro Com Deus Pode Estabelecer Com Ele Uma Relação De Filiação E De Fidelidade, E, Para A Filósofa, O Ápice Desse Encontro E Amor Recíproco Se Dá Na Ciência Da Cruz. O Segundo Enfoque Exposto É O Psicossociológico, Porque Apresenta Edith Stein Vivendo O Fenômeno Religioso De Forma Singular, Pela Experiência Mística Que Tem, E Pela Vivência Empática Da Fé Com O Judaísmo E O Cristianismo. À Medida Que Foi Despertada Para A Presença Do Ser Superior Em Contato Empático Com As Criaturas, A Filósofa Experimentou A Influência Da Religião Em Sua Vida, Sob Diversos Ângulos: Em Sua História Pessoal Junto Aos Seus Familiares, No Contexto Cultural E Político Em Que A Tradição Religiosa Judaica E Cristã Estavam Imersas, E Diante Do Regime Idolátrico Ao Nazismo. O Capítulo Prossegue Narrando A Descoberta Da Verdade , Que Há Tempos Era Almejada Pela Filósofa, E A Constatação Do Processo Empático Entre Ela E Teresa De Ávila, Jesus De Nazaré E João Da Cruz, Conclui Narrando O Martírio Espiritual E Real Da Filha De Israel E Da Igreja Romana Na Shoah. O Terceiro Enfoque É O Teológico E Retrata A Filha Da Igreja Romana , Após Sua Adesão Ao Catolicismo, Iniciar Um Processo De Perscrutar O Mistério 1 O Livro A Ciência Da Cruz (1942) É O Último Trabalho De Edith Stein, No Qual Ela Trata Da Pessoa E Da Liberdade Humana. A Santifique O Nome De Deus. A Reflexão Acerca Da Aliança É O Segundo Tópico E Centro Desse Terceiro Enfoque, Que Traz No Primeiro As Raízes Históricas E Teológicas, Bem Como Os Documentos E Declarações Oficiais Das Autoridades Judaicas E Da Igreja Romana Sobre A Aproximação E O Novo Relacionamento Estabelecido Entre As Duas Tradições Religiosas. Já O Terceiro Tópico Apresenta E Aprofunda A Empatia De Edith Stein Com O Povo De Israel, Bem Como As Intuições Dela Presentes Nas Encíclicas Dos Papa Pio Xi (1857-1939) E João Paulo Ii (1920-2005). Os Enfoques Filosófico, Psicossociológico E Teológico Se Unificam E Encontram Harmonia Na Vida Empática E Polissêmica De Edith Stein, Que, Como Seus Contemporâneos, Vive A Perplexidade De Um Tempo Conflituoso, Imersa No Turbilhão De Agitações Que Avassalou A Europa No Período Das Duas Grandes Guerras. Stein Dá Testemunho, Com Sua Vida E Obra, Da Necessidade De Se Aniquilar Os Preconceitos Sociais E Religiosos E Não A Pessoa Humana, Como Se Deu Nos Conflitos Mundiais, A Fim De Que O Diálogo Prevaleça E, Assim, Se Promova O Ser Humano, Devolvendo-lhe A Dignidade De Filho De Deus.