Paloma Vidal Tem Bastante Experiência Quando Se Trata De “estar Entre”. Nestes Seus “ensaios De Literaturas Em Trânsito” Ela Não Deixa Dúvidas Quanto A Isso. Uma Série De Paradoxos São Desdobrados Nesse “estar Entre”: Entre Línguas, Culturas E Países, Mas, Sobretudo, Entre As Páginas De Livros. Paloma Fala Entre Livros, Mas Também Entre Cidades: Rio De Janeiro, Buenos Aires, Paris, Los Angeles… Para Walter Benjamin Existem Dois Tipos De Aproximação Da Cidade: A Feita Pelos Que Lhe São Nativos E A Pelos De Fora. Os Nativos São Minoria Dentre Os Autores De Descrições De Cidade, Justamente Porque Não Conseguem A Distância Necessária Para Escrever Sobre A Sua Cidade. Se Nossa Língua Estabelece Um Mapa Para Trilharmos O Mundo, Estar Entrelínguas (como Acontece Na Escritura De Paloma) Permite Uma Produtiva Quebra Da Bússola E Sua Fragmentação Em Cacos Que Lançam Luzes Inusitadas Sobre Outros Mundos E Outros Modos De Estar Aí.