Costuma-se Dizer Que A Ciência Está Voltada Para A Racionalidade, E A Arte Voltada Para O Encantamento, Mas Isso Não Procede, Pois Ambas São Criações Humanas Destinadas Ao Entendimento Da Realidade E A Uma Vivência Plena. Ambas Se Complementam, Como O Amanhecer E O Entardecer, Como A Luz E A Sombra. Isoladamente, Cada Uma Delas Jamais Seria Capaz De Retratar A Complexidade E A Beleza Que Nos Cercam. Entendimento Sem Encantamento É Destituído De Graça, Encantamento Sem Entendimento É Destituído Da Profundidade Geradora Do Gozo Inefável Do Conhecimento E Da Sabedoria. A Presente Obra, Fundamentada Nesses Princípios, Tem Esta Pretensão: Tornar A Flora, Especialmente As Plantas Icônicas Da Amazônia, Um Objeto Ainda Mais Fascinante, Digno Da Mais Aguçada Curiosidade, Apreço E Afeição. Nesse Sentido, Ela Se Insere No Âmbito Do Conhecimento Científico E Popular, Da Educação Ambiental E Da Cultura, Mas Vai Muito Além, Atingindo O Contorno Do Sagrado, Uma Vez Que Esses Seres São Possuidores De Mistérios Ainda Insondáveis E Que Aproximam O Mundo Material Do Imaterial, A Realidade Do Sonho. Esperamos Que Ela Possa Atingir Esse Patamar E Contribuir Para O Desenvolvimento Verdadeiramente Sustentável Da Amazônia E Dos Demais Biomas, Os Quais Só Se Sustentam Mediante O Coerente Equilíbrio Entre Exploração E Preservação, Entre Os Interesses Do Homem E Dos Demais Seres Que Compartilham A Existência Na Terra.