Paraíso, Do Fotógrafo E Artista Visual Pernambucano Gilvan Barreto, É Um Livro Que Aborda A Relação Entre Fotografia E Texto Ao Investigar Imagens Que Insinuam Como Uma Paisagem Paradisíaca Pode Ser Capaz De Camuflar Tramas De Injustiça – Expondo, De Maneira Visual E Simbólica, Feridas Abertas Nas Terras Brasileiras. Nas Palavras Do Organizador, O Professor, Pesquisador E Curador Diogo Matos, Trata-se De Uma “antologia De Ordem Poética E Histórica”: Fotografias Avulsas, Séries Fotográficas, Livros Reinterpretados, Colagens, Filmes E Registros De Ação Que Se Combinam, Formal E Conceitualmente, Numa Costura Aberta E Em Rede Da Produção Artística E Imagética De Barreto, Criando Diálogos E Contrastes, Silêncios E Discursos.
o Que É Paraíso? Uma Fantasia, Uma Sensação, Um Fragmento De Tempo? Ou, Como Define O Artista, “uma Fotografia Meticulosamente Enquadrada, Uma Imagem Que Esconde Mais Do Que Mostra”? Gilvan Barreto Quer Ver E Mostrar O Que Ficou De Fora – Um Paraíso Que É Escudo E Fachada: “ha´ Séculos A Memória Desta Terra E´ Forjada Pelo Uso Sistemático Da Violência. Os Ciclos De Intimidação São Constantes E Têm O Mesmo Alvo De Sempre: O Meio Ambiente E As Comunidades Mais Vulneráveis.”
ao Longo Das Páginas, Numa Narrativa Que O Artista Compara A Um Longa-metragem, Imagens E Textos Dialogam Entre Si: Fotos Se Intercalam A Um Corpo De Sinopses Que Ancora A Leitura, Uma Longa Entrevista Que Verbaliza Intenções E Processos De Trabalho E Um Ensaio Do Organizador Que Avança Criticamente Na Leitura De Um Fazer Que É Artístico E Político.