A História Da Tomada De Lisboa Aos Mouros No Ano De 1147 E A Crônica De Um Inesperado Encontro Amoroso Na Lisboa Do Fim Dos Anos 1980: Duas Narrativas, Tecidas E Entretecidas De Maneira Brilhante, Que Exploram As Possibilidades Do Romance Como Meio De Recriar O Passado E O Presente. Um Ato Gratuito, Sem Explicações Aparentes, Compele O Revisor Raimundo Silva A Inserir Um Termo Que Falsifica A Verdade Histórica. Essa Fraude Que Se Impõe Àquele Fiel Respeitador De Textos Alheios É A Origem Da Fascinante Fabulação Que Saramago Sobrepõe À História Do Cerco De Lisboa. A Nova História Do Cerco É A Crônica Do Amor Tardio Do Revisor Falsário Por Mara Sara, Que Se Espelha, Oito Séculos Depois, No Amor Primevo Do Soldado Mogeuime Por Ouroana, Aos Pés Da Cidade Prestes A Cair. Assim, A Lisboa De Saramago Também Se Refaz Nas Ruas Da Cidadela Moura E No Arraial Português, E O Que Surge Desse Amálgama É A Um Só Tempo Um Thriller E Um Retrato Histórico, Como Só A Mais Acabada Literatura É Capaz De Fazer. A Caligrafia Da Capa É De Autoria Do Arquiteto Álvaro Siza Vieira.