Em João Candido E Os Navegantes Negros: A Revolta Da Chibata E A Segunda Abolição, Sílvia Capanema Aborda Uma Das Insurgências Sociais Mais Importantes Do Início Do Século Xx No Brasil. Em 1910, Quando Marujos Oriundos Das Classes Populares, Em Sua Maioria, Pretos E Pardos, Nordestinos E Nortistas Apontaram Canhões De Navios Contra A Cidade Do Rio De Janeiro, Apenas Vinte E Dois Anos Haviam Se Passado Da Abolição Da Escravatura. O Que Este Movimento Denunciava Em Muito Tinha Relação Com As Torturas Impostas Aos Africanos E Seus Descendentes Nos Mais De Três Séculos De Escravidão, Como Por Exemplo As Punições Corporais, Muitas Com Uso Da Chibata, Objeto Que Fora Utilizado Para Castigar Negros Escravizados. Era Reivindicado A Supressão Dessas Punições, A Substituição De Superiores Autoritários, O Aumento Do Soldo, A Melhoria Na Educação Dos Marujos, A Redução Do Tempo De Trabalho, A Qualidade Da Alimentação E A Categorização Dos Serviços Prestados.
emerge Um Lider Nesta Revolta - Que Ficou Conhecida Como Revolta Da Chibata - O negro João Cândido (1880-1969), O "almirante negro". O Livro João Cândido E Os Navegantes Negros, Com A Sábia Inserção Da Expressão “segunda Abolição” Em Seu Subtítulo, Por Meio De Um Profundo E Atento Trabalho De Pesquisa, Reflexão E Escrita De Sílvia Capanema, Retrata Este Caso Emblemático De Luta De Afrodescendentes E Outros Integrantes Das Classes Populares Por Melhores Condições De Vida. Uma Luta Que Segue Vivaz Nos Integrantes Desta População Na Atualidade Brasileira E Que A Leitura Desta Importante Obra Nos Faz Compreender Com Maior Nitidez E Agudeza.