o Que Resta Depois Da Morte De Alguém? E Se Esse Alguém For Uma Mulher Negra?
forjando-se No Terreno Avermelhado Pelo Sangue Das Vacas, Na Fronteira Entre Brasil E Uruguai, Onde Num Armário De Louças Se Confundem Tiranos E Subalternizados, Negros E Brancos, Esta História Começa Com A Morte De Tia Eluma, Empregada Doméstica Na Cidade Com Nome De Ana.
quem Responde Por Essa Morte? Quem Pagará O Velório Dessa Mulher Que Se Cria No Batuque E Morre Na Igreja Universal Do Reino De Deus? O Que A Narradora Herda Da Tia E O Que Abandona?
tendo A Vida (e A Morte) De Tia Eluma Como Ponto De Partida, A Narradora Puxa O Fio Que Se Estende À Sua Primeira Ancestral Conhecida Da Linha Materna, Passando Por Outras Parentes Suas Que, Para Chegarem Até Aqui, Limparam Os Pés Nas Pedras Dos Arroios Lavando A Roupa Suja Dos Brancos.
entre Os Pontos Altos Deste
louças De Família
Está A Própria Linguagem, Que Amalgama Português, Espanhol, Iorubá E Uma Dicção Literária Surpreendente.