"no Universo Sombrio Da Doença Mental, A Humanidade Vê A Sua Sombra, Projetada No Espelho: Vê-se O Que Não Se Quer Ver, E O Que Se Prefere Esconder Da Vista E Da Consciência Da Sociedade. Não Por Acaso, São Sintomáticos Do Grau De Civilização E De Humanidade, Alcançado Por Determinada Sociedade, Em Determinada Fase De Sua Evolução Histórica E Social, Os ‘modelos’ Considerados ‘aceitáveis’ Para A Gestão Dos Nossos Semelhantes, Que, Porventura, Não Se Coadunam Com O Padrão Considerado Padrão, Para A Vida Em Sociedade.
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o Que Parecia Lógico E Razoável – Integrar, Em Lugar De Segregar, Estimular A Interação Com A Sociedade, Em Lugar De Encerrar Longe Da Vista Dos Demais – Parece Dar Lugar A Recorrências De Modelos Pretéritos, Não Somente Ultrapassados, Como Desumanos E Desumanizadores. Por Isso, Me Parece Sobremodo Relevante Destacar O Estudo Feito Por Rita Couto A Respeito Dos Modelos De Tratamento Da Doença Mental E Como Isso Se Afigura Presente E Premente, No Brasil De Hoje, Assolado Por Tantos Desatinos: Diante Da Ameaça Da Recorrência Da Utilização De Modelo Manicomial E De Segregação, É Preciso Retomar O Conteúdo E As Conclusões Do Estudo Feito, Apresentado E Aprovado Como Tese De Doutoramento Em História, Na Universidade De São Paulo, Em 1999, Para Se Ter Consciência De Voltar Ao Passado Não É A Solução Para O Avanço Da Sociedade."
(paulo Borba Casella)