Na Conversa Que Abre O Livro, Jean E Sônia Costuram A Ideia De Escrever À Quatro Mãos Durante Quatro Estações. Porém, O Correr Do Tempo Anda Outro E Nessa “escrita Do Instante” Fez-se O Abismo Num Verão. Trata-se De Uma Meditação Fluida Onde A
Vida Dos Autores É Matéria Prima Para Pensar Sobre Muito: Além De Corpo, Educação E Estética, Estão Nessas Páginas Dias Azuis, Amor, Infância, Religião, Desejo, Desamparo, Também As Imensuráveis Belezas E Tristezas Possíveis. Há Algo De Singular A Forma Como A Correspondência Constrói, Em Sua Tessitura Processual, Uma Paisagem Dialógica Da Pandemia, Descoberta Em Seus (des)caminhos E Desenhada Pelo Viés Do Encontro. São Ensaios-conversas Preenchidos Por Acontecimentos Sutis E Grandiosos, Em Uma Visita Aos Territórios Da Memória Que Levam O Leitor A Infinitos Lugares Tornados “aqui” Neste Agora Que Tanto Demora. Nos Ventos Dos Textos, O Tempo Dança.
- Amilton De Azevedo, Crítico Teatral