Entrelançando Prosa, Poesia, Ficção E, Porque Não Dizer, Também Um Pouco De Autoficção, Já Que Todo Autor Coloca Muito De Si Em Seus Livros, O Inferno É Logo Ali Reúne Temas Recorrentes Na Carreira De Mike Sullivan, Que Marcam Sua Literatura De Maneira Muito Pessoal E Autoral. Como Disse Luiz Antônio De Assis Brasil: “recorrências Fazem Parte Da Estrutura Mental De Qualquer Artista, A Ponto De Dizer-se Que Os Escritores Têm Um Mito Pessoal Que Os Persegue Por Toda A Vida. ” Aqui Encontramos (como Em Seus Outros Livros) Agonias, Dores, Cansaço, Morte, Preconceitos, Temas E Dúvidas Relacionados A Sexualidades E Tantos Outros Medos Para Arrancar Um Conjunto De Textos Comoventes Que Nos Mostram Que “a Vida Não Cansa De Bater/ Em Quem Não Reage. ”
e Ainda Que Saibamos Que “a Literatura Não Cura/ Não Conforta, Não Cicatriza Nada, Mas Ajuda A Suportar A Vida”, São Nas Estranhezas Dessas Provocações Que Experimentamos A Sensação De Seguir Contra As Tentativas De Normalização E De Identificação Que Nos São Impostas, Porque “o Amor Nunca Morre/ Basta Uma Faísca Para Incendiar/ Tudo Dentro Da Gente. ”
entre Avalanches De Angústias E Aflições, Nas Quais Mergulhamos De Mãos Dadas Com O Narrador Destes Textos (todos Eles Em Primeira Pessoa), Mike, Por Vezes, Nos Puxa Para Dentro De Pequenas E Escondidas Cavernas, Onde Ainda É Possível “se Encantar Com A Beleza Das Coisas Simples” E Perceber Que “todas As Desgraças Podem Se Transformar Numa Bela Canção. ”