" “um Romance Que Consegue Um Feito Raro: Ser Universal E Atemporal” - The New York Times Books Review. O Que Seria Este O Jogo Das Contas De Vidro, Fundamento Do Último Romance De Hermann Hesse, Publicado Em 1943? Seu Título, Das Glasperlenspiel, Literalmente “o Jogo Das Pérolas De Vidro”, Remete A Uma Atividade Lúdica, Mas Puramente Intelectual, Cujas Raízes Podem Ser Localizadas Originalmente No Pensamento De Pitágoras, Renascendo Na Gnose, No Humanismo Hermético Do Renascimento, Com Ressonâncias Em Descartes E Leibniz. O Nome Do Jogo Se Originaria No Fato De Bastian Perrot, Teórico Musical, Utilizar Contas Ou Pérolas De Vidro Em Lugar De Signos Gráficos Na Notação De Melodias. Neste Romance Descreve-se Uma Comunidade Mítica, Na Qual Intelectuais Dedicados À Música, À Astronomia, À Matemática Se Deleitam Na Prática De Uma Atividade Lúdica Complexa E Requintada, Último Avatar De Uma Cultura. Os Jogadores Procuravam Criar Uma Linguagem Secreta, Universal, Que Exprimisse Como Uma Álgebra Simbólica A Quintessência Do Conhecimento, À Maneira Dos Sonhos Dos Antigos Sábios. A Ação Se Passa Em 2200, Na Comunidade Utópica De Sábios Reunidos Na Castália. Segundo Estudiosos Da Obra De Hesse, O Herói José Servo E Sua Autobiografia Fictícia Representam A Vida Que O Autor Teria Almejado. Ele Tem A Missão De Ensinar Aos Monges Beneditinos O Jogo Das Contas De Vidro, Pois A Ordem Laica Que Representa Deveria Estabelecer Relações Com A Ordem Religiosa Dirigida Por Padre Jacobus, Um Historiador. Por Intermédio Dele, Servo, Atuando Como Magister Ludi (mestre Do Jogo), Descobre O Valor Da História, Questiona Seu Universo E Rebela-se. Unindo A Sabedoria Do Ocidente E Do Oriente, Hesse Nos Conduz Em O Jogo Das Contas De Vidro A Um Desfecho Surpreendente Numa Obra Construída Com Lições De Muitos Mestres. "