Geraldo Tem Um Mau-humor Crônico, Selvagem, Misantropo E Hilariante. É Certamente A Última Pessoa Que Você Convidaria Para Escrever Um Livro De Autoajuda. A Menos Que Você Seja Um Editor Visionário Como O Aloísio. Enquanto Se Esforça Para Se Manter São Durante A Escrita, Geraldo Luta Contra A Sabedoria De Coaches Quânticos, Os Lugares-comuns Das Sapienciais Milenares, As Ideias Malucas De Sucesso Do Seu Amigo E Editor, A Inocência Um Tanto Poética Da Sua Quase Namorada E Seu Íntimo Instinto De Autopreservação. Como Um George Costanza Sem Seinfeld, Um Alex Portnoy Sem Religião, Com Muito Sarcasmo E Sem Muito Tato, Geraldo Termina Sua Obra. E Quando Ficou Claro Que Não Era Nada Do Que Havia Sido Encomendado, Não Se Importaria Em Lidar Com O Fracasso Literário E Comercial. Mas O Que Jamais Lhe Ocorreu Foi Que Esse Livro Iria Virar Sua Vida Do Avesso...