Escrito Entre 7 E 30 De Março De 1966, "o Sedutor Do Sertão Ou O Grande Golpe Da Mulher E Da Malvada" Surgiu De Um Convite Recebido Por Ariano Suassuna Para Levar Uma História Sua Às Telas De Cinema. O Filme, No Entanto, Acabou Não Se Realizando Por Falta De Verbas E O Texto Foi Parar Na Gaveta De Inéditos Até 2020, Quando Foi Publicado Pela Primeira Vez. A Narrativa, Escrita Durante A Criação Do "romance D’a Pedra Do Reino" (1958-1970), Não À Toa Apresenta Vários Pontos De Contato Com A Obra-prima Do Autor, A Começar Pelo Protagonista, O Anti-herói Cômico Malaquias Pavão, Irmão Bastardo De Pedro Dinis Quaderna. A Ideia Para O Mote Do Enredo É Retirada De Uma Passagem De "os Sertões", De Euclydes Da Cunha, A Quem O Livro É Dedicado: Um Golpe Para Enriquecer Contrabandeando Cachaça. À Diferença Do Clássico Euclydiano, Porém, O Texto De Suassuna Carrega Nas Tintas Do Humor, Apresentando O Riso Como Uma Forma De Escape De Nossas Recorrentes Mazelas Políticas.