Este Primeiro Volume Da Obra Poética De António Ramos Rosa Reúne Os Poemas Publicados Em Livro Ou Folheto Entre 1958 E 1987. A Edição Foi Organizada E Revista Por Luis Manuel Gaspar, Com A Colaboração De Agripina Costa Marques E Maria Filipe Ramos Rosa. O Posfácio É De Silvina Rodrigues Lopes, E Nele Podemos Ler: «é Muito Nítida A Importância Das Imagens De Árvores E Da Palavra “árvore” Nos Poemas De Ramos Rosa. […] Num Dado Momento Ou Numa Longa Maturação, A Poesia De Ramos Rosa Tornou-se Expressão Irreconciliável Da Luz E Da Sombra, Do Aqui E Do Retorno, Do Sentido E Do Sem-sentido. Porque As Linhas Do Sem-sentido Se Cruzam E Destecem O Poema. […] Ramagens São Dispersão, Imagens Moventes, Imagens Que Se Desprendem. Será Esse O Essencial Da Poesia De Ramos Rosa: Persistir Na Perplexidade Diante Do Que Se Apresenta, Abanar A Árvore Das Imagens, Para Que Estas Se Desprendam Dos Ramos (da Ordem) E Se Alterem, Independentemente Do Sentido, Se Alterem Para Que O Tecido Do Poema Não Seja Um Muro De Palavras.»