O Presente Livro Intitulado: Os Meninos De Heliópolis – O Ser E Fazer De Adolescentes Em Conflito Com A Lei E A Sintomática Criminal Apresenta A Visão De Tais Adolescentes Envoltos Pelo Universo Infracional, Suas Ideias Acerca Do Fenômeno Da Criminalidade, E Suas Vivências Perante O Ingresso Na Vida Do Crime, Bem Como Suas Perspectivas De Futuro. Tais Meninos Apontam O Crime Como Um Fenômeno Multifatorial, Condicionados À Desigualdade Social, Necessidade Financeira, Busca De Senso De Pertencimento, Formação De Identidade, Direito Ao Consumo, Condições De Sobrevivência, Sentimento De Injustiça, Firmamento Dos Papéis Sociais De Reconhecimento E Busca De Si Mesmo. Foi Percebido Também Uma Visão De Destino Idealizada, Uma Pseudofacilidade De Rompimento Da Prática Infracional E Uma Vida, Por Vezes Supostamente Heroica, Mas Ao Mesmo Tempo, Mantêm A Esperança De Companhia E Auxílio Para Suas Dores E Angústias, Bem Como Se Apresentam Desejosos De Encontrarem Novos Caminhos Fora Da Criminalidade. Em Paralelo, Foi Percebido Poucas Perspectivas Concretas De Futuro E Ausências De Reais Oportunidades, Denunciando Desigualdades Sociais Expressivas E Altos Índices De Violação De Direitos. O Futuro Foi Visto Pela Maioria Dos Meninos Como Representante De Uma Vida Curta, Real, Intensa, Conflituosa E Em Busca De Sentido, Mesmo Que Para Isso O Caminho Fosse Trágico, Com Sofrimento, Encarceramento E Morte. Os Adolescentes Denotaram Também Que Estariam Dispostos A Viverem Tais Riscos, Se Estes Fossem Necessários Como Condição Para Se Sentirem Vivos E Reais, Mesmo Que Por Pouco Tempo, Mesmo Que Mediante A Possibilidade De Sofrerem, De Serem Presos Ou Até Mesmo De Morrerem.