Ao Abrir O Estridente Portão Metálico, O Apito Zurra E O Pesar Dos Passos Dos Operários Se Avoluma – Uníssonos. Em Bangu, Zona Oeste Do Rio De Janeiro, Caminham Os Fantasmas Dos Operários E Seus Bisnetos, Assim Como Na Obra De Marcos Nascimento. Nas Fábricas, A Brutalidade Do Trabalho Braçal De Crianças, Mulheres E Homens São O Que Conduzem Os Versos E Remonta Um Tempo Em Que A Eletricidade Acendia Ainda Os Primeiros Postes Do Bairro. As Fotos Que Compõem O Livro Trazem Esse Testemunho Passado E Presente, Onde Bangu Sobrevive Mesmo Quando Os Portões Se Fecham. Marcos Nascimento Traz À Tona Um Lugar Fundado E Fundido Em Poesia.