Durante Os Anos 1970, Jürgen Habermas Trabalhava Na Reconstrução Do Materialismo Histórico. Para Um Dos Principais Filósofos Da Atualidade, Isso Significa Compor E Recompor A Teoria Em Uma Nova Forma Para Que Ela Possa Cumprir O Objetivo Proposto. Ou Seja, Extrair, Após Revisar Suas Premissas, O Potencial Que As Ideias Marxianas Ainda Carregam De Explicar A Sociedade, Sua Dinâmica E Transformações. Oferecendo Uma Forma Específica De Pensar O Materialismo Histórico, Este Livro Constrói Novas Perspectivas Em Relação Ao Estágio Moderno Do Capitalismo E Suas Crises, Ao Mesmo Tempo Que Vislumbra Possibilidades Reais De Uma Vida Em Sociedade Mais Democrática E Emancipada. Habermas Começa Com Uma Discussão Sobre O Papel Da Filosofia No Marxismo, Alertando Como É Tão Perigoso Permanecer Melindrosamente No Medium Da Pura Filosofia Quanto, De Outro Lado, Renunciar Em Geral À Reflexão Filosófica Em Favor Da Positividade Científica . Em Seguida, Esclarece Algumas Homologias Estruturais Que Existem Entre História Da Espécie E Ontogênese. Na Terceira Parte, Indica Os Limites Da Teoria Da Evolução Social. Na Quarta, Discute Se No Estado Moderno Também As Legitimações Não Podem Ser Obtidas De Maneira Arbitrária. Preocupado Principalmente Com A Tradição Filosófica Em Torno Do Materialismo Histórico, Habermas Agrega Outras Esferas Sociais Em Sua Análise, Em Especial O Domínio Público De Legitimação, Não Permanecendo Focado Apenas Na Dimensão Econômica. No Processo De Reconstrução, O Conceito De Modo De Produção É Substituído Pelas Categorias Mais Abstratas De Trabalho E Linguagem, Já Que A Relação Entre Infraestrutura E Superestrutura Não É Suficiente Para Explicar O Capitalismo Tardio. Chega-se, Assim , Como Se Lê Na Apresentação À Edição Brasileira, A Uma Das Teses Mais Fortes Do Livro: A De Que O Emprego De Novas Forças Produtivas Somente É Possível Se Acolhidas Primeiramente Em Novas Formas De Integração Social E Que As Estruturas Normativas Que Essa Integração Implica Podem Levar A Uma Nova Etapa De Desenvolvimento