A Autobiografia De Raphael Galvez Se Abre Com Lembranças Dos Avós, Dos Pais E De Outros Familiares, Em Descrições Exemplares Da Saga Dos Imigrantes Que Chegavam A São Paulo No Final Do Século Xix – No Caso, Italianos E Espanhóis – E, Assentados No Bom Retiro, Se Empenharam Na Labuta Pela Sobrevivência, Criação Dos Filhos E Integração Na Nova Cidade.
oferece Um Relato Detalhado De Sua Formação Na Escola Profissional E No Liceu De Artes E Ofícios, Com Foco Especial Na Aprendizagem Das Técnicas De Escultura. Por Meio Destas Memórias Se Encontram Informações Sobre O Ensino Artístico Mais Tradicional Em São Paulo, Na Primeira Metade Do Século Xx, Seus Métodos E Seus Mestres Predominantemente De Origem Italiana E Apegados Ao Legado Clássico.
dá Conta De Sua Atividade Profissional De Arte Funerária E Monumentos, E Narra Também Os Intervalos Prazerosos Com Companheiros Nos Vários Ateliês Que Frequentou E Nas Incursões A Recantos Bucólicos Para Pintar. Também Foi O Tempo De Participação Nos Salões De Arte, Quando Foi Aceito Tanto Pelos Acadêmicos Como Pelos Modernos.
evoca Lembranças De Diversas Épocas, Desde Os Encontros Com Tarsila, Ramos De Azevedo E Enrico Vio, Na Juventude, Passando Pela Convivência Com Os Colegas No Sindicato Dos Artistas Plásticos E Do Grupo Santa Helena, Até A Convivência, Na Maturidade, Com Jovens Que Dele Se Aproximaram.
o Fechamento Dessas Memórias Se Dá A Partir De Sua Aposentadoria E Das Providências Para Estabelecer Definitivamente Sua Casa E Ateliê Na Rua Lopes De Oliveira, Na Mesma Barra Funda De Sua Infância, Juventude E Maturidade. Um Espaço Para O Trabalho E Para Receber Os Amigos E Para Se Alimentar Em Novas Fontes De Inspiração – Os Mestres Da Criação Artística, Que São Por Ele Invocados E Com Os Quais Sua Sensibilidade Viaja Pelo Mundo.