Com Uma Rica Trajetória De Escritor-cidadão, Monteiro Lobato Teve Como Objetivo De Vida Tirar O Brasil Do Seu Atraso Secular. Engajou-se Em Campanhas De Erradicação Das Endemias E Escreveu, Já Em 1918, Uma Série De Artigos, Enfeixados Depois No Livro Problema Vital, Em Que Denunciava As Doenças Do Homem Do Campo. Como Um Cavaleiro Andante Em Defesa De Suas Utopias, Esteve À Frente De Empreendimentos Nas Áreas Do Ferro E Do Petróleo, A Seu Ver, Pilares Do Crescimento E Da Independência Econômica. 'compreendi Ser O Petróleo A Grande Coisa, A Coisa Máxima Para O Brasil, A Única Força Com Elementos Capazes De Arrancar O Gigante Do Hino De Seu Berço De Ufanias', Diria Numa Conferência Quando Percorreu O Brasil Agitando A Bandeira De Sua Causa, Completando: 'surge Pois O Dilema: Ou Continuamos Deitados No Berço Esplêndido E Gente Nova Vem Tomar Conta Disto Ou, Postos De Pé, Estaremos Habilitados A Arreganhar Os Dentes'. A Modernidade Em Lobato Passava Por Modificações Profundas No País Que Iam Muito Além Das Discussões Formais Sobre Literatura, Música E Artes Plásticas Preconizadas Pelo Grupo Que Encampou A Semana De 1922. Lobato Era, Por Isso, Moderno Sem Ser Modernista. - Vladimir Saccheta. A 73ª Edição Da Revista Da Biblioteca Mário De Andrade É Dedicada A Monteiro Lobato, Pro Seu 70º Aniversário De Morte, Além Do Centenário De Publicação De Seu Primeiro Livro Urupês(1918).