Hildegarda Recebeu Seu Chamado Profético Em 1141 Na Forma De Uma Luz Ardente Que Permeou Todo O Seu Coração E Mente, Concedendo-lhe Um Conhecimento Infundido De Todos Os Livros Das Escrituras. No Prefácio Do Scivias, Onde Ela Descreve Essa Iluminação, Ela Tem O Cuidado De Dar Sua Idade Exata Na Época, Bem Como Os Nomes De Todos Os Seus Superiores (o Imperador Reinante, O Arcebispo De Mainz E O Abade De St. Disibod). Essa Datação Meticulosa Seguia Uma Convenção Literária Estabelecida Pelos Profetas Hebreus E Continuada Pelo Vidente João De Patmos, Assim Como Eles, Hildegarda Estava Profundamente Consciente Da História E De Seu Próprio Momento Histórico. A Iluminação, Com O Subsequente Comando De “clamar E Escrever”, Veio A Ela Não Porque Ela Fosse Mais Devota Ou Merecedora Do Que Outros, Mas Porque Os Tempos Eram Desesperadores. Ao Contrário Dos Historiadores Modernos, Hildegarda Não Percebia O Século Xii Como Um Período De Fervor Espiritual E Renovação, Mas Como Uma “época Efeminada” Na Qual As Escrituras Eram Negligenciadas, O Clero Era “morno E Indolente” E O Povo Cristão Mal-informado. Sua Missão, Então, Era Fazer Com Seu Carisma Profético O Que Os Clérigos Profissionais Haviam Falhado Em Fazer Com Seu Carisma Sacerdotal: Ensinar, Pregar, Interpretar As Escrituras E Proclamar A Justiça De Deus.