Quem Imaginaria Que Um Dos Maiores Nomes Da Filosofia Política Do Século Xx Nos Legaria Também Poemas? Originalmente Não Destinados À Publicação, Temos Nesta Antologia 71 Poemas Escritos Ao Longo Da Vida De Hannah Arendt. Tendo Por Base A Edição Alemã Estabelecida Apenas Em 2015 – Uma Publicação Póstuma E Recente, Como Se Vê –, Os Poemas Reunidos Aqui Atuam Também Como Sinalizadores Da Biografia Da Filósofa, Marcando Suas Alegrias, Amores, Amizades, Perdas E Reminiscências.
segundo Patricia Lavelle, Em Seu Texto De Orelha: “escritos Entre 1924 E 1961, Com Uma Longa Interrupção Entre 1933 E 1942, O Lugar Destes Poemas Líricos É A Vida Interior De Hannah, Seus Amores E Amizades. Mas Embora Não Fosse Uma ‘profissional’, Para Usar A Expressão Irônica Da Poeta Ana Cristina César, A Jovem Precoce De Königsberg, Que Aos Quatorze Anos Já Lia Kant, Kierkegaard E Os Românticos Alemães, Também Não Era Poeticamente Ingênua.
a Escrita Poética Prolonga A Correspondência De Hannah Arendt, Em Endereçamentos A Interlocutores Que Também Foram Intelectuais Importantes. Um Primeiro Ciclo De Poemas, Que Vai De 1924 À 1927, Está Relacionado À Paixão De Juventude Que Ela Viveu Com Martin Heidegger, Então Um Carismático Professor Casado, Mas Ainda Não Comprometido Com O Nazismo. Mais Tarde, Compartilhou O Gosto Pela Poesia Com Seu Colega De Estudos Gunter Anders, Com Quem Se Casou. No Exílio, Dedicou Versos Ao Grande Amor De Sua Vida, O Também Filósofo Henrich Blütcher, Seu Segundo Marido.
entre Seus Poemas, Encontramos Também Homenagens A Amigos Como Walter Benjamin, Que Arendt Dizia Pensar Poeticamente, O Escritor Hermann Broch Ou Ainda O Sionista Blumenfeld, Líder Do Movimento De Resistência Ao Nazismo No Qual Ela Atuou. Versos Surgem Ainda No Seu ‘diário De Pensamento’, Em Releituras De Goethe Ou Platão, Entre Outras Referências.”