Tão Perto Tão Longe Acompanhamento Terapêutico (at) É Uma Cartografia De Saberes E Práticas Construídos Ao Longo De Anos De Experiência Do Autor No Processo De Formação De Acompanhantes Terapêuticos (ats). Trata-se De Uma Geografia De Encontros Que Se Tecem Em Cenas Que Nos Apresentam O Acompanhamento Terapêutico (at) Como Modo De Cuidar A Céu Aberto E A Serviço Da Luta Antimanicomial. Tão Perto Refere-se A Uma Problematização Da Proximidade E Sua Potência Terapêutica Como Linha De Fuga Ao Instituído Numa Certa Clínica E Seus Preceitos De Neutralidade E Abstinência. Apostamos Em Processos De Diferenciação Que Podem Acontecer Através Da Mutualidade Na Relação Como Acontece Em Ferenczi. Também Se Refere A Uma Concepção De Amizade Em Nietzsche, Blanchot E Foucault, Que Não Trata De Uma Relação De Identificação Com Amigo, Mas Onde O Amigo É O Melhor Inimigo , Alguém Que Me Interpela No Incessante Diálogo Entre Mim E Eu Mesmo, Provocando Outramentos . Sendo Assim, Tão Longe Diz Respeito À Amizade Como Distância Infinita, Esta Separação Fundamental A Partir Da Qual O Que Separa Torna-se Relação E Que Blanchot Lamenta Não Mais Existir Quando Morre O Amigo Bataille. É Essa Máquina De Guerra Do Desejo Tornado Escrita, Que Vai Alinhavando O Paradoxal Tão Perto Tão Longe , Onde As Distâncias Entre At E Acompanhada(o) Se Constituem Como Campo Problemático A Partir Do Qual Convidamos O(a) Leitor(a) A Inventar Modos Singulares De Agir, Sentir E Pensar A Clínica.