A Obra Nasce Da Angústia Ou Do Que O Autor Denomina Como "vertigem Existencial", O Que Abrange Desde Pequenas Epifanias Do Cotidiano Até O Despertar Atordoante Frente A Certas Percepções. "uma Metáfora Imprópria / Me Define Com Dúbia Certeza / Tal Como Ao Fitar-me Em Um Espelho Estilhaçado", Escreve Frederico, Num Tom Intimista Que Também Cede Espaço Para Observações Sobre A Vida Em Sociedade. No Prefácio, Iasmim Martins Escreve: "a Poesia De Frederico Tavares Não Faz Concessões Ao Academicismo E Suas Exigências Estilísticas, Que Pretendem Homogeneizar Aquilo Que Por Si Só É Heterogêneo, Isto É, A Voz Do Poeta, O Timbre Que Engendra Através Da Metafísica Das Rochas O Ser Das Coisas". Os Poemas Foram Compilados De Fanzines Lançados Pelo Autor Através Do Seu Selo Independente Subverso.