Roteiro Poético-fotográfico De Portugal Que Tem Por Guia Um Mestre Da Literatura Contemporânea. Em Viagem A Portugal , O Pacto De Saramago Com A Língua Se Materializa Com Tanta Clareza Que Chega A Parecer Um Destino — É Como Se As Coisas E As Pessoas Estivessem Estado À Espera De Seu Escritor. Um Milhão De Viajantes Viram Os Rios, As Encostas E As Florestas Que Saramago Viu. Entraram Nos Mesmos Castelos E Igrejas. Pediram Informação Àquele Pastor, À Fiandeira E Ao Velho Da Encruzilhada. Todos Deram Pasto À Vista E À Imaginação. Nenhum Deles, Entretanto, Teve Como Levar A Viagem Para Casa, Refazê-la Por Escrito E Escolher Que Iria Partilhá-la Infinitamente. Conhecemos, Neste Livro, Que Nome Se Dá Às Coisas Em Portugal, Qual É A Comida Que Vai Para A Mesa, Quem Pintou O Teto Daquela Capelinha, Quando É Que Chove, De Que Cor São Os Olhinhos De Nossa Senhora Da Cabeça, O Que Aconteceu Com As Flores Das Amendoeiras Que O Rei Mouro Mandou Plantar Para A Sua Princesa Nórdica, Quanto Custa Passar O Tempo Nas Ruas De Serpa, Até Que Ponto São Rápidas As Águas Do Pulo Do Lobo, De Que Modo Se Conserva A Seriedade Perante O São Sebastião Sorridente E Orelhudo De Cidadelhe, Por Que Morreu Inês, A Amante De Pedro, O Cruel, O Cru, O Filho-inimigo, O Tartamudo, O Dançarino, O Vingativo, O Até-ao-fim-do-mundo-apaixonado. A Caligrafia Da Capa É Da Antropóloga E Historiadora Lilia Moritz Schwarcz.