Negro, [walter] Firmo Foi Enviado Inúmeras Vezes Por Editores E Chefes De Redação A Fotografar Os Grandes Nomes Da Cultura Negra Brasileira, Cuja Visibilidade O Racismo Dominante Tolerava, Sobretudo Na Música Ou No Desporto. Firmo Aproveitou Todas Essas Oportunidades Para Construir Um Projeto De Vida E De Trabalho Que Induzisse, Nas Suas Palavras, Orgulho, Altivez E Dignidade Aos Negros Brasileiros. Exemplificando No Seu Fazer Uma Peculiar Teoria Da Fotografia, Que Soube Construir Enquanto Crítica Da Noção De Realidade E Objetividade Fotográficas, Combatendo Qualquer Pretensão De Uma Neutralidade Fotográfica Num Mundo Onde Tão Pouco A Neutralidade Existe. Em Cada Fotografia, Firmo Convida O Espectador À Reflexão Imediata Sobre A Realidade Exibida E Sobre O Próprio Ato De Fotografar, Consciente De Que O Poder Do Olhar Deve Influenciar As Pessoas Porque O Ato De Fotografar Tem Que Ser Político, E Não Um Mero Acaso Instantâneo. [...] Toda A Sua Vida E Todo O Seu Trabalho São Um Ensinamento Único Para Aprendermos, Através Do Seu Olhar, A Desajustar A Realidade Para Reajustar O Brasil, João Fernandes